Há exatos 27 anos, morria uma das principais intérpretes brasileiras. Elis Regina perdeu sua vida de forma fútil e prematura, aos 36 anos de idade. Hoje o Noia do Rômulo irá falar um pouco da vida da cantora que há tantos tempo não consegue se apagar dos corações brasileiros.

Elis Regina, a doce pimenta
Elis Regina Carvalho Costa, filha de Ercy Carvalho e Romeu Costa, nasceu em 17 de Março de 1945, na capital gaúcha, Porto Alegre. Foi uma das mais importantes cantoras brasileiras. Com personalidade forte e voz inconfundível, foi revelada em um programa de rádio local chamado Clube do Guri. Aos 16 anos, gravou seu primeiro disco pela Continental de roquinhos que não agradou nenhum pouco a cantora. Viajou ao Rio de Janeiro, onde fez os famosos pocket-shows no Beco das Garrafas. O sucesso não demorou e logo Elis Regina se tornava uma das principais interprétes do país. A cantora que media pouco mais que 1,50cm ficou famosa, também, por revelar novos compositores, entre eles estão João Bosco, Aldir Blanc, Renato Teixeira, Fátima Guedes.
A “pimentinha”, apelido que ganhou de Vinícius de Moraes, casou-se com o jornalista e compositor Ronaldo Bôscoli, com o qual teve o empresário João Marcelo Bôscoli, porém o relacionamento conturbado não durou mais que quatro anos. Os cantores Pedro Mariano e Maria Rita são frutos de seu segundo casamento, com o músico César Camargo Mariano. Elis Regina eternizou músicas como O Bêbado e a Equilibrista, Maria, Maria e Como Nossos Pais que até hoje são frequentes na memória do povo.
Elis morreu em 19 de janeiro de 1982, aos 36 anos de idade, no auge de sua carreira intoxicação combinada de Uísque e cocaína.
Curiosidades de Elis:
- Seu primeiro disco, Viva a Brotolândia, foi gravado para fazer frente à cantora Cely Campelo.
- Elis não se dava bem com Maria Bethânia e Maysa Matarazzo.
- Foi Fundadora-presidente da Assim (Associação de Interpretes e Músicos), em 1978.
- Foi a primeira pessoa que inscreveu sua voz como instrumento, na Ordem dos Músicos do Brasil.
Entre mim e Elis
Eu devia ter uns nove anos quando minha avó trazia, dentro de uma escrivaninha velha, um CD de Elis Regina. Em uma tarde monótona, resolvi escutar o CD que teimava em esbarrar. Ouvi a composição do cearense Belchior, “Como Nossos Pais”, no mínimo, umas quinze vezes naquele dia. Desde então, sou fã de Elis. Tenho CDs, DVDs, livro e consigo reconhecer sua voz em um raio de 32 km. Entretanto, a cantora não é, para mim, apenas, uma simples cantora. Elis abriu as portas para eu conhecer o fantástico mundo da Música Popular Brasileira. Se hoje gosto de Chico, Gal, Gil, Caetano, de Bossa, de samba, de música BOA, devo isso à estrela Elis que, mesmo tendo nos deixado prematuramente, ainda brilha em nossos corações. Afinal, apenas uma estrela consegue manter-se viva em décadas após sua morte.